Confecção de PCB caseiro com impressora a laser   Leave a comment

Existem muitos artigos pela internet sobre como fazer PCB usando uma impressora a laser, realmente funciona, mas o sucesso desta técnica depende principalmente de conseguir encontrar o papel certo.

O papel indicado é o glossy, papel fotográfico que tem uma película brilhante onde o toner adere tornando fácil transferir para o cobre com um ferro de passar. O problema é que estes papéis foram sendo substituído por novos, melhorados que já não funcionam tão bem para fazer PCB.

No artigo do link a seguir (em inglês), você encontra o passo a passo da mesma técnica com um novo tipo de papel: PAPEL DE REVISTA. Isso mesmo, eu testei e funciona muito bem. Experimente com todo tipo de papel de revista que tem em casa, como eu fiz, imprima em cada um uma trilha e faça o teste para ver qual papel funciona melhor.

http://www.riccibitti.com/pcb/pcb.htm

Imprima o circuito:

pcb_printed (1)

Ajuste sobre a placa de cobre para transferir com o ferro de passar:

transfer_setup

Você deve testar antes para saber o tempo, a temperatura e a pressão certa a aplicar para que o toner saia sem borrar e sem falhas. Aproveite o teste das folhas de revistas para isso.

pcb_iron

Depois de esfriar deixe na água para molhar bem o papel:

pcb_soaking

Retire o papel esfregando com o dedo:

paper_cleaning

Está pronto e é só por para corroer o cobre.

pcb_ready_to_etch

Publicado janeiro 24, 2013 por Marco Ribeiro em Dicas, Placas de Circuito Impresso (PCI)

O uso do Multímetro   Leave a comment

Muitas pessoas têm a necessidade de utilização de um multímetro pôr não tem idéia de como proceder, neste artigo vou mostrar em uma forma simples de como se utilizar um multímetro para tarefas de medição simples que vão lhe auxiliar em consertos. Será mostrada também a diferença entre Corrente Alternada (AC) e Corrente Continua (DC), Medição de resistores (OHM), Corrente elétrica (Ampere), Continuidade etc.

Começaremos por explicar a diferença que a entre as correntes Alternada e Continua.

Corrente Alternada (AC):

A corrente alternada, ou CA (em inglês AC) é uma corrente elétrica cuja magnitude e direção da corrente varia ciclicamente, ao contrário da corrente contínua cuja direção permanece constante. A forma de onda usual em um circuito de potência CA é senoidal por ser a forma de transmissão de energia mais eficiente. Entretanto, em certas aplicações, diferentes formas de ondas são utilizadas tais como triangular ou ondas quadradas. É aquela que varia com o tempo, geralmente de forma senoidal, repetindo 60 ciclos/s ou 60 Hz (motores, geradores, transformadores, retificadores, instalações elétricas industriais e prediais.

Uma forma mais simples para definir a Corrente Alternada seria:

Corrente alternada, tensão fornecida pela companhia elétrica para sua casa.Você encontra na tomada onde é ligado seus eletrodomésticos etc.

Corrente Continua (DC):

Corrente contínua (CC ou, em inglês, DC) é o fluxo constante e ordenado de elétrons sempre em uma direção. Esse tipo de corrente é gerado por baterias de automóveis ou de motos (6, 12 ou 24V), pequenas baterias (geralmente 9V), pilhas (1,2V e 1,5V), dínamos, etc. Normalmente é utilizada para alimentar aparelhos eletrodomésticos de som e vídeo (entre 1,2V e 24V) e os circuitos digitais de equipamento de informática (Computadores, Modems, Hubs, etc.).

OHM:

O ohm é uma unidade de medida da resistência elétrica. Corresponde à resistência de um condutor quando percorrido por uma corrente de 1 ampere sob uma tensão de 1 volt.

Ampere:

É a intensidade de corrente elétrica constante com o tempo que, fluindo através de dois condutores retilíneos e paralelos, de comprimento infinito e seção circular infinitamente pequena, distanciados de 1 m, produz, entre esses condutores, em cada metro de comprimento, uma força eletrodinâmica.

Multímetros:

O multímetro é o aparelho usado para medir corrente elétrica (DCmA) ou (DCA), tensão contínua (DCV), tensão alternada (ACV) e resistência elétrica (Ω). A função do multímetro pode ser escolhida através da chave seletora localizada abaixo do painel. Existem dois tipos de multímetro: o analógico (de ponteiro) e o digital (de visor de cristal líquido). Cada um tem sua vantagem: o analógico é mais usado para testar componentes como: Transistores, capacitores, resistores etc.Enquanto o digital é melhor para medir tensões; podendo também medir componentes como os analógicos. Abaixo vemos os dois tipos de multímetros citados e funções.

Multímetro Analógico:

Possui um ponteiro no painel para indicar o valor da unidade a ser medida. É menos preciso que o digital na medida de tensões ou resistências, porém é o mais eficiente no teste de componentes eletrônicos. O ideal é que o multímetro analógico tenha a escala de X1 e X10K. Abaixo mostramos um modelo.
mult1

Exemplo de como utilizar a escala de Tensão continua para uma medição de uma bateria de 9V .
Primeiramente coloque na escala de Tensão continua selecionado sempre uma tensão superior a que será medida.
Escolha na escala 10v ou uma Tensão superior a esta se por ventura o multímetro não a tiver.
Coloque a ponta de prova negativa no contato negativo da bateria e o positivo no positivo.

 
 mult2

Abaixo mostra como seria o resultado da medição.

mult3

Exemplo de como medir Corrente alternada com um multímetro analógico:

O procedimento para a medida de tensão alternada é muito parecido com a medida de tensão contínua. As escalas são parecidas, a leitura do painel é feita da mesma forma que a função DCV. A diferença é que a tensão alternada não tem polaridade, portanto a posição das pontas de prova não altera em nada a medida. Este teste é feito na rede elétrica ou nos transformadores dos circuitos eletrônicos.

Exemplo para medir corrente elétrica (DC mA OU DCA).

Para este tipo de teste, devemos desligar uma parte do circuito e colocar a ponta vermelha no ponto mais próximo do +B e a preta mais próximo do terra, de tal modo que a corrente do circuito passe por dentro do multímetro. Porém este teste não é realizado em consertos de circuitos, devido à dificuldade de colocação das pontas de prova no circuito e ao fato da corrente do circuito não vir indicada nos esquemas dos circuitos.

Multímetro Digital:

Possui um visor de cristal líquido o qual já indica o valor medido diretamente. Abaixo temos um exemplo deste tipo com as funções indicadas na chave seletora.

mult4

Medindo tensão continua:

Coloque a chave na escala DCV mais próxima acima da tensão a ser medida. Ponha a ponta preta no terra ou qualquer outro ponto com potencial mais baixo e a vermelha no ponto de tensão mais alta. A leitura será próxima ao valor indicado.Isto dependerá da precisão no multímetro.

Medição de Tensão alternada:

Coloque a chave na escala ACV mais próxima acima da tensão a ser medida. A maioria dos multímetros digitais só tem duas escalas ACV: até 200 V e até 750 V. Meça a tensão não se importando com a polaridade das pontas. A tensão alternada nos circuitos eletrônicos costuma ser medida na entrada da rede ou nos secundários do transformador de alimentação do mesmo.

Medição de corrente elétrica:

Para usar o amperímetro, coloque a chave seletora na escala mais próxima acima da corrente a ser medida. Para isto é necessário saber qual a corrente que passa pelo circuito. Interrompa uma parte do circuito. Coloque a ponta vermelha no ponto mais próximo da linha de +B e a preta no ponto mais próximo do terra. Em assistência técnica quase não se usa o amperímetro devido a dificuldade da colocação das pontas de prova.

Medição de resistores:

Escolha uma escala do Ohmímetro mais próxima acima do valor do resistor a ser medido (200, 2K, 20K, 200K, 2M, 20M se houver). Meça o componente e a leitura deve estar próxima do seu valor. Este teste pode ser feito com bobinas, fusíveis, chaves, etc.

Uma tabela muito útil para medição de resistores é a do código de cores como mostro abaixo:
Cores 1º anel 2º anel 3º anel 4º anel
1º digito 2ºdigito Multiplicador Tolerância
Prata – – 0,01 10%
Ouro – – 0,1 5%
Preto 0 0 1 –
Marrom 01 01 10 1%
Vermelho 02 02 100 2%
Laranja 03 03 1 000 3%
Amarelo 04 04 10 000 4%
Verde 05 05 100 000 –
Azul 06 06 1 000 000 –
Violeta 07 07 10 000 000-
Cinza 08 08 – –
Branco 09 09 – –

Medição de semicondutores:

Nesta escala poderá medir Diodos e Transistores como mostro abaixo:

Diodos:

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Transistores:

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Podendo também medir a continuidade de fios pelo teste sonoro para saber se um cabo esta rompido.

fonte: http://www.eletrohoo.com.br

Publicado janeiro 24, 2013 por Marco Ribeiro em Eletrônica Básica, Instrumentos e medidores

Como identificar indutores   Leave a comment

código de identificação por cores para indutores é o mesmo que o de resistores:

ScreenHunter_1 cópia

Para simplificar :

1 uH : marrom preto dourado

10 uH : marrom preto preto

100 uH : marrom preto marrom

1 mH : marrom preto vermelho

Os indutores japoneses com encapsulamento de epóxi (aqueles azuis claros, com formato arredondado, comuns em sucatas de vídeo e TV) também utilizam essa tabela, mas como são identificados por três pintas, a partir do meio, acabam confundindo.

Nesses indutores japoneses o primeiro dígito é o do centro (por cima), o segundo é ao lado, também por cima e o último é o da lateral. Dessa forma, se um indutor epóxi tiver uma pinta no centro cor amarela, outra ao lado lilás e outra ao lado preta, será de 47 uH.

Porque o uso da prata e do ouro em circuitos eletrônicos?   Leave a comment


O ouro por possuir 8 elétrons na ultima camada é um dos elementos mais estáveis presentes na natureza ou seja dificilmente ele reage com outros elementos. O ouro também possui uma grande ductibilidade, a ductilidade ou ductibilidade é a propriedade física dos materiais de suportar a deformação plástica, sob a ação de cargas, sem se romper ou fraturar. Em outras palavras o ouro é uma excelente matéria prima para se fazer fios finos. Por estas propriedades o ouro é largamente utilizado pela industria eletroeletrônica para fazer trilhas super finas em microchip, e para impedir a oxidação de contatos. Contatos elétricos críticos ou propícios a oxidação costumam ser banhados a ouro para garantir que não haja oxidações. A prata por ser o melhor condutor elétrico na natureza é usada basicamente pra condução. Quando se trata de condução em alta freqüência aparece um efeito chamado “skin efect” ou efeito pelicular, ou efeito de película (que é mais conhecido no meio técnico “cabista” como “efeito de superfície”) seria o seguinte, basicamente: a corrente elétrica alternada tende a passar mais pela superfície do condutor e menos no centro dele, e, por causa desse comportamento a resistência efetiva do condutor será maior para freqüências mais altas, uma vez que teremos menos espaço físico para a circulação de uma corrente de maior freqüência mas de semelhante “densidade” (encare-se “correntes de semelhante densidade mas freqüências diferentes” como sendo duas correntes que têm igual valor total que se pode medir em Ampères com um multímetro); logo, temos: quanto mais alta for a freqüência mais para a superfície do condutor se dirigirá a corrente, e menor a área usada para a passagem; porquanto no centro do condutor só passará muita corrente se o sinal for DC ou o diâmetro do condutor for insuficiente. Logo para casos onde se precisa conduzir freqüências elevadas costuma-se dar um banho de prata em condutores comuns, melhorando assim a condução do cabo ou seja diminuindo sua impedância.

Como soldar corretamente   Leave a comment

Artigo Escrito por Newton C. Braga 

fonte: www.newtoncbraga.com.br/

O sucesso de uma montagem eletrônica não depende somente de se usar os componentes corretos, fazer uma placa de circuito impresso sem defeitos e de se obedecer a todas as recomendações de ajustes e procedimentos dados pelo projetista. Tão importante quanto tudo o que dissemos é a soldagem bem feita. Quantos projetos não são comprometidos por uma soldagem mal feita ou indevida? Se o leitor ainda não faz uma soldagem boa, ou está pretendendo começar agora a fazer suas montagens, as orientações que daremos nas linhas seguintes são de vital importância.
Todos sabem que as montagens eletrônicas exigem o emprego da solda e que está solda é feita com um ferro aquecido especial.
No entanto, nem todos avaliam a importância que tem a soldagem bem feita no bom funcionamento de qualquer aparelho.
A observação de montagens com soldas em excesso, soldas “frias”, soldas irregulares e outras, conforme mostra a figura 1, nos leva a afirmar que 50% das causas de insucesso no funcionamento são devidas justamente a incapacidade do montador em fazer esta simples operação de soldagem.

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Como obter uma solda bem feita? Não é muito difícil, conforme veremos a seguir.

 

A FINALIDADE DA SOLDA

A solda tem duas funções num aparelho eletrônico: ao mesmo tempo ela segura firmemente em posição de funcionamento, pelos terminais, principalmente os componentes pequenos e proporciona a conexão elétrica deste componente com o restante do circuito.
Isso significa que a função da solda é tanto elétrica como mecânica.
Os componentes pequenos como resistores, capacitores e diodos aproveitam as duas funções da solda, já que ela deve ao mesmo tempo sustentar o peso da peça e proporcionar caminho para a corrente que deve circular por ela.
No caso de transformadores e outros componentes pesados, a solda tem maior função elétrica, pois ela apenas proporciona caminho para a corrente desses componentes através de seus terminais. A função mecânica, neste caso é apenas de prender o terminal e não o componente.

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A SOLDA
Como a finalidade da solda é dupla, ela deve ser feita de um material que tenha propriedades condizentes com o que se deseja dela.
Assim, como os componentes eletrônicos que devem ser sustentados são leves, ela não precisa ser extremamente resistente a esforços mecânicos. Por outro lado, ela deve apresentar uma resistência elétrica suficientemente baixa para proporcionar um percurso à corrente elétrica sem problemas.
O material deve ainda se fundir a uma temperatura suficientemente baixa para permitir sua utilização fácil com um soldador pequeno.
Nos trabalhos de eletrônica, utiliza-se uma liga de chumbo com estanho que tem as características mostradas na figura 3.

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Conforme podemos ver pelo gráfico, a temperatura em que essa mistura ou “liga” se funde depende da proporção em que os dois metais são misturados.
A proporção próxima de 60 partes de estanho para 40 de chumbo é a mais usada, porque ela permite obter uma mistura “eutética”.
Isso significa que, com esta proporção, a liga passa praticamente do estado sólido para o líquido sem encontrar o estado intermediário pastoso que não é muito conveniente. Além disso, é neste ponto da sua característica de temperatura que ela tem o menor ponto de fusão.
A solda usada nos trabalhos de eletrônica consiste portanto numa linga de estanho com chumbo que, dependendo do tipo de trabalho a ser realizado, está na proporção de 60/40 ou próximo disso.
Para facilitar os trabalhos de soldagem, esta solda é fornecida basicamente em fios que contém em seu interior uma resina limpadora que ajuda na aderência da solda. Rolos, cartelinhas e mesmo tubinhos podem ser adquiridos contendo esta solda, conforme mostra a figura 4.

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Em alguns casos, este tipo de solda pode ser adquirido em barras, como por exemplo para serem usados em banhos de solda, quando maior quantidade é derretida num cadinho. Esta solda em barra, entretanto, é mais usadas em processos industriais de soldagem em massa.
Para nós que vamos fazer pequenas montagens, serviços de reparação, a melhor solda é a que vem em fios de 0,8 a 1,2 mm de espessura e com proporção de estanho e chumbo de 60/40. Esta solda é popularmente chamada de 60 por 40 ou simplesmente “solda para rádio”.

 

O SOLDADOR

Para derreter a solda no local em que deve ser feita a junção do terminal de um componente com outro componente ou com uma placa de circuito impresso é preciso aplicar calor. Isso é conseguido por meio de uma ferramenta elétrica chamada ferro de soldar ou soldador.
O tipo mais comum de soldador tem um dos aspectos mostrados na figura 5.

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Esses soldador podem aplicar mais ou menos calor num determinado local dependendo de sua potência que é medida em watts (W).
No entanto, o melhor soldador não é o mais potente, pois se for aplicado muito calor no local de uma soldagem esse calor pode se propagar até o componente de danificá-los. A maioria dos componentes resiste a um processo de aquecimento numa soldagem rápida, mas se muito calor for aplicado durante muito tempo ao componente ele pode ser danificado.
Na figura 6 mostramos como podemos segurar com um alicate um componente sensível ao fazer a soldagem de modo a evitar que o calor se propague.

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O melhor mesmo, entretanto, é ter um ferro apropriado com potência de acordo com o trabalho que fazemos e ter a capacidade de soldar rápido para não aplicar calor em excesso ao local.
Para os trabalhos de montagens com transistores e circuitos integrados um soldador de 20 a 30 watts é o mais recomendado. Se vamos soldar fios mais grossos ou terminais maiores será interessante ter um segundo soldador para isso de 40 a 60 watts.
Os soldadores comuns demoram algum tempo para atingir a temperatura normal de funcionamento, o que pode ser incômodo para determinados tipos de trabalho.
Um tipo de soldador de aquecimento instantâneo é a pistola de soldar que é mostrada na figura 7.

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Quando apertamos o gatilho uma forte corrente é induzida no elemento da ponta da pistola, aquecendo instantaneamente.
Apesar de ser eficiente, a pistola tem alguns inconvenientes: o primeiro refere-se ao fato da ponta ser percorrida por uma corrente que pode ser perigosa para determinados tipos de componentes. Assim, somente os técnicos com bom conhecimento do seu trabalho é que devem usar esta ferramenta para poder saber que componentes podem ser soldados com ela.
Os formatos das pontas dos ferros também variam, mas para os casos mais comuns as pontas retas e as curvas são as mais usadas.

 

COMO SOLDAR

De posse de um soldador e tendo solda disponível será interessante que o leitor saiba como soldar, pratique um pouco antes de conseguir a soldagem perfeita e somente depois parta para as montagens de aparelhos.
Uma forma interessante de praticar é retirando componentes de algum aparelho velho e depois soldando-os numa ponte de terminais ou numa placa qualquer de circuito impresso, conforme mostra a figura 8.

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Os procedimentos para se fazer uma solda perfeita são os seguintes:

PREPARAÇÃO DO SOLDADOR

a) Aqueça bem o soldador deixando-o ligado por pelo menos 10 minutos.
b) Se o soldador for novo, sua ponta deve ser bem limpa de modo que o metal brilhante apareça. Uma lima ou lixa, servem para esta finalidade.
c) Estanhe a ponta do soldador. Se ela não estiver “molhada” com solda, o que ocorre num soldador que já foi usado, quando o soldador estiver quente encoste um pouco de solda de modo que ela se funda. Essa solda vai “molhar” ou “estanhar” a ponta do ferro no local de uso, formando uma região brilhante de metal fundido, conforme mostra a figura 9.

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A SOLDA
a) Se os terminais de componentes, fios ou locais de soldagem estiverem sujos ou oxidados é preciso limpá-los para que a solda possa aderir.
Para isso use uma lâmina afiada (canivete, por exemplo), uma lixa fina ou mesmo uma lima. Remova toda a sujeira deixando aparecer o metal brilhante no local em que deve ser feita a soldagem.
b) Aqueça o local em que deve ser feita a soldagem, encostando a ponta do soldador no local e imediatamente encoste a solda nos terminais ou nos locais de solda (não encoste na ponta do ferro). Se o local estiver aquecido a solda derrete e envolve os componente que devem ser soldados, conforme mostra a figura 10.

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Evite usar fluidos ou ácidos, pois os vapores gerados por essas substâncias podem atacar o próprio terminal do componente e outros componentes do aparelho causando corrosão. A solda será melhor, mas a vida útil da conexão ficará comprometida pela corrosão que pode ter início no momento da soldagem.

c) Derretendo quantidade suficiente de solda para envolver os elementos que devem ser soldados, afaste o soldador, mantendo as peças firmes em sua posição até que a solda esfrie. Para endurecer completamente, o tempo necessário deve ser da ordem de 5 a 10 segundos dependendo do tamanho da junção.
A junção perfeita deve ficar lisa, brilhante e envolver todo o local de junção dos componentes, conforme mostra a figura 11. Na mesma figura temos exemplos de soldas imperfeitas.

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d) Se o local não for aquecido suficientemente, a solda pode “empedrar” dando origem a maus contactos, ou seja, o componente não tem a aderência da solda e acaba por ficar solto, conforme mostra a figura 12.

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Uma solda deste tipo é denominada popularmente de “solda fria” e deve ser evitada de qualquer maneira.
Também devem ser evitados espalhamentos de solda que possam provocar curto-circuitos entre os terminais de componentes ou trilhas de uma placa de circuito impresso, conforme mostra a figura 13.

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e) Feita a soldagem de todos os componentes de uma montagem, pode-se proteger a placa de circuito impresso com uma camada de verniz incolor.

Para outros tipos de montagens e ou reparação é conveniente verificar se os componentes soldados estão realmente firmes, se não houve “pingamento” de solda capaz de provocar curtos em outros componentes do aparelho.
Se tudo estiver bem feito, o leitor terá garantido um bom funcionamento de seu aparelho, no que depender de soldagem.

RECOMENDAÇÕES FINAIS

Uma boa soldagem não se consegue na primeira tentativa. Se o leitor é iniciante e nunca usou um soldador, antes de fazer suas montagens ou reparações deve praticar. Tente obter soldagens perfeitas com componentes aproveitados de velhos aparelhos.
Somente depois que conseguir uma boa soldagem, passe para a montagens de aparelhos.

Publicado janeiro 24, 2013 por Marco Ribeiro em Dicas, Eletrônica Básica

Fonte Chaveada de 13.8V/20A   Leave a comment

Boa para aqueles que querem montar uma bancada de testes de amplificadores que consomem até esta corrente.

Imagine uma fonte dessas custando apenas R$33,00! Você já deve ter ouvido algum colega comentar que estava transmitindo com uma fonte dessas, talvez até conheça quem tem uma. Mas já experimentou perguntar para quem sabe como modificar? Provavelmente a resposta será muito complexa. Não sei por que certos colegas radioamadores gostam de guardar tantos segredos! Temos que compartilhas essas informações, assim todos saem ganhando.

Parte prática

Bom, primeiro passo é conseguir uma fonte dessas. Ela deve ser de boa qualidade e ser de 300W. A que eu mostro nas fotos eu comprei na rua Sta Efigênia, n 270. É uma pequena galeria, comprei na terceira lojinha do lado esquerdo. Me custou R$30,00, mas colegas que foram comprar na semana passada já pagaram R$32,00. Talvez estejamos inflacionando o mercado com tanta procura por essas fontes. Eu mesmo comprei 6. Depois uns amigos compraram mais 10! A marca dessa fonte comprada é Troni. Na realidade, quem fabrica deve ser outra empresa e a Troni apenas coloca o nome, por que eu já ví uma outra fonte idêntica com outra marca. Mas tente achar da troni, pois essa é garantido que funciona bem.

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Segundo passo, abra a fonte, desolde todos os fios de: +12V, +5V, GND, PG, -5V e -12V. Depois retire o L2. Tem dois indutores na saída da fonte, um grande e um pequeno, o L2 é o pequeno. Na foto 2 você verá a fonte antes da retirada dos fios e do indutor, na foto 3 já sem os fios e o indutor.

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Foto 2 – Antes da retirada dos fios e do indutor

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Foto 3 – Após retirar o indutor e os fios

Terceiro passo, solde um diodo zener de 8.2V com o catodo (lista) ligado ao +12V. O anodo do zener você solda no anodo de um diodo retificador qualquer (ex:1N4001, 1N4004, 1N4007…). O catodo (lista) do diodo retificador você liga ao +5V. Ligue também um capacitor de 100uF/16V ou 220uF/16V em paralelo com os diodos, com o negativo ligado ao +5V. Agora é só ligar juntos uns 2 ou 3 daqueles fios que você retirou dos +12V a um borne vermelho, e o mesmo do GND a um borne preto. Está pronta sua fonte chaveada de 13.8V/20A.

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Foto 4 – Já com os diodos e o capacitor

Parte teórica

Na realidade o que fizemos foi “enganar” o circuito que regula a tensão de saída da fonte. O circuito regulador recebe +/- 5V da saída do transformador, tendo esse valor como referência, se a tensão de entrada da rede elétrica subir ou descer, o regulador trata de corrigir isso na saída. Então o que fizemos foi tirar essa referência com a retirada do L2. O circuito de regulagem ficou sem referência.

Colocando o diodo zener de 8.2V mais o retificador comum, tivemos uma diferença de 8.2V + 0.7V, totalizando 8.9V, some os 5V você terá 13.9V, bem próximo dos 13.8V. Se você quiser ter exatamente os 13.8V, consiga uma combinação de zener com diodo retificador, ou mesmo com led (1.7V) até a tensão desejada.

O capacitor em paralelo é para eliminar um zumbido que aparece em algumas fontes, esse zumbido aparece apenas numa certa faixa de consumo de corrente. No meu caso ele apareceu entre 500mA e 3A. Esse capacitor eliminou completamente o zumbido.

Essas fontes chaveadas tem proteção de sobrecorrente, curto e temperatura. Consegui 20A sem que ela se desarme. Se você colocar a saída em curto, ela se desarma. Para rearma-la basta desligar a fonte, esperar uns 5s (a ventoinha dá uma girada), e liga-la novamente. Segue abaixo o esquema da conversão:

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Esquema da conversão

Só pra terem uma idéia, coloquei essa fonte que alterei na 145.230 e ela aguentou por 7:30h ininterruptamente alimentando todo o repeditor que consome 15A. Depois ela se desarmou por excesso de temperatura. Foi só desliga-la e liga-la novamente que voltou normal. Mas para operação de uma estação normal, ela aguenta tranquilhamente, já que ninguém transmite por mais de 5 minutos direto.

Outra detalhe, estivemos pensando sobre os possíveis defeitos que poderiam ocorrer com a conversão. Se os diodos entrarem em curto, a fonte desarma, mas se um deles abrir, ela eleva a saída para 28V. Bom, eu nunca peguei um diodo aberto, só em curto, mas como proteção nesse caso, não custa colocar um varistor de 15V ou 20V em paralelo com a saída da fonte (+12V e GND). Se por algum motivo os diodos entrarem em curto, o varistor colocará a saída da fonte em curto e ela desarmará.

ATENÇÃO

O dissipador de alumínio é ligado diretamente a fase da rede elétrica, não tente toca-lo para verificar se a fonte está esquentando, pois como existe um dobrador de tensão na entrada, poderá levar um choque de mais de 200V! Não manusear a fonte descalço.

fonte: http://autosom.net

Publicado janeiro 24, 2013 por Marco Ribeiro em Circuitos e Projetos, Dicas, Fontes de Alimentação

Indicador de carga da Bateria   Leave a comment

Montar um indicador de carga da bateria é muito fácil e pode ser feito utilizando componentes de sucata ou mesmo dispositivos novos, já que todos componentes são de baixo custo. Esse indicador de carga de bateria pode ser utilizando em aeromodelismo, circuito armazenadores de energia (fontes renováveis e nobreaks caseiros), ou indicar o estado da bateria de seu carro.

Princípio de Funcionamento e Circuito

O princípio de funcionamento do circuito é muito simples o LED D1 é colocado em série com o diodo e o resistor R1 e serve para indicar que a bateria está descarregada, por esse motivo o LED D1 deve ser vermelho. No caso da bateria estar carregada a sua tensão atinge um valor superior a 12 volts, o diodo zener Z3 entra em condução acionando dessa forma o transistor TR1 e acendendo o LED D2 (Verde). O circuito formado por R3, Z1, Z2, R4 e TR2 serve para indicar que a bateria está sendo carregada.

Indicador de carga da Bateria

Lista de Componentes:

R1 e R4 10k;
R2 470;
R3 100;
R5 680;
D1, D2 e D3 LED;
Z1, Z2 6,8V 1/2W;
Z3 11V 1/2W;
TR1 e TR2 BC548 ou BC547 (transistor NPN).
Placa de Circuito Impresso

Como o circuito é bem simples, por isso a placa de circuito impresso pode ser feita utilizando caneta de retroprojetor ou a técnica utilizado impressor a laser e ferro de passar roupa, veja o post: Fazendo placa de circuito impresso em casa.
Placa de circuito impresso - Indicador de Bateria